Cansei de me lamentar...

... e percebi que posso chorar até não aguentar mais, e desejar fortemente que as coisas sejam diferentes; mas nada muda a realidade.

Me acompanha?

quinta-feira, 9 de junho de 2011

OI galera, ganhei essa semana novos selinhos a regra deles é que tenho que indicar pra 6 blogs, e colocar quem me indicou eles.
No caso desse primeiro ganhei de dois blogs.


Indico a:


Essa ganhei da Para sempre leal http://parasempreleal.blogspot.com/
Obrigada Florzinha



Indico a:

















Cafezinho com a Tammy- http://cafecomigo.blogspot.com/




Esse ganhei da Michele Garcia do blog http://mixl-garcia.blogspot.com/
Obrigada Flor!

A regra é a seguinte Preciso contar o que aconteceu de mais emocionante na minha vida

Indico a: Todos os meus amigos de blog.


Algo de muito emocionante na minha vida que lembro agora foi minha festa de 15 anos.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Pensei bem e decidi: vou largar a barra da saia da mamãe. Deixar pra trás a cama sempre arrumada, as roupas limpas, o leite no pires. Não quero mais ganhar presentes sem merecer, nem afagos a qualquer hora do dia. Me cansei dessa vida de filhinha. Estou com saudades de não sei o quê; só sei que é de coisa que não vivi. Não quero mais gastar meus dias entre livros. Não quero mais perder a noção do tempo imerso num mundo que não é o meu. Preciso descobrir o que existe do outro lado; sentir o perigo perto. Quero sentir medo. Quero sentir paixão; sentir o sangue pulsando agitado da ponta dos pés às orelhas.

Quero a prova de que tudo o que ouço é verdade. Quero experimentar novos sabores… azedos demais, salgados demais, amargos… Preciso de um corte no dedo que cicatrize sem curativo. Preciso esperar no ponto por um ônibus que não vai chegar nunca; e vou olhar para o relógio mil vezes enquanto isso. E quando todas essas coisas já forem rotina para mim vou correr na chuva, chorar ouvindo uma música, pegar um resfriado, ficar na cama sentindo a solidão, esperar telefonemas que não vão acontecer.

Mas quando a felicidade me pegar de jeito, vou senti-la plenamente em cada poro, em cada célula do meu corpo. E celebrá-la, como se eu pudesse ser a última no mundo a senti-la.

Abro os braços, inspiro fundo e me lanço da janela. Quatorze metros e meio até o chão. Restam seis vidas. (ADORO)